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ALDEIAS VIVAS
No dia 18 de Março de 2007 realizaram-se em Freixiel um conjunto de actividades dinamizadas no âmbito do programa Aldeias Vivas. Este programa enquadra-se na linha de intervenção "Acções Integradas de Base Territorial – Empregabilidade", da medida 2.5, concretamente na AIBT do Douro - Eixo 2 - Programa Operacional do Norte, sob a coordenação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Norte.
A intervenção contemplada por este Programa inscreve-se no Eixo Prioritário referente às Pequenas Iniciativas Empresariais que pretendem complementar os projectos FEDER apoiados no âmbito das Medidas 2.1 a 2.4 designadamente os relacionados com as Aldeias Vinhateiras e as Portas da Terra Quente. Encontram-se integradas neste projecto duas freguesias do concelho de Vila Flor, Vilas Boas e Freixiel.
Pelas 10 horas da manhã foi aberta oficialmente a "I – Feira de Gastronomia, Artesanato e Produtos Regionais de Freixiel". Foram montadas algumas barracas junto ao Pelourinho onde estiveram em exposição e venda um conjunto de produtos regionais e artesanato feito em Freixiel.
Numa das barraquinhas eram apresentados trabalhos em ponto de Arraiolos (tapetes, almofadas e quadros), rendas e bordados, trabalhos em ponto cruz, realizados na vertente "Comunidade Aprendente" do projecto Aldeias Vivas. Todos trabalhos realizados com grande sentido estético e mestria.
Noutra barraquinha estavam expostos produtos da terra e gastronómicos. Azeite, figos secos, nozes, azeitonas, feijão pequeno, queijo, linguiças, alheiras, económicos, rosquilhas, folares, azeite vinhos e licores.
Podiam também ser admiradas esculturas feitas em várias variedades de madeira representando essencialmente motivos religiosos. Um bonito presépio esculpido em oliveira chamava a atenção de toda a gente.
Depois de almoço, o espaço foi-se enchendo preparando-se para o tão esperado retorno do Grupo de Cantares de Freixiel. Começaram a surgir das ruas pessoas com trajes tradicionais acrescentando mais colorido à festa enquanto se ouvia no sistema de som montado na Junta de Freguesia "Hoje há festa na aldeia, vais ter que arranjar par…".
O grupo de cantares organizou-se à entrada da aldeia (perto da igreja matriz) e fez o aparecimento no Largo do Pelourinho, onde foram recebidos com entusiasmo. Além de cantarem, fizeram uma pequena exibição de dança (dois pares) tentando acender de novo a chama que permita reactivar o Rancho Folclórico "adormecido" há quase 20 anos.
Seguiram-se os Jogos Tradicionais, com a pequenada a mostrar grande adesão.
Ao final da tarde foi tempo de futebol feminino. Toda a gente se deslocou para a entrada da aldeia para ver o encontro de futebol de cinco entre Freixiel e Zedes. A animação foi grande, com adeptos a apoiarem as duas equipas que se entregaram na disputa da bola e dos golos.
Durante a manhã foi também feito o lançamento da Pagina Web de Freixiel.
Foram muitos os que se deslocaram a Freixiel para assistirem a esta pequena festa. Sentiu-se Vida na aldeia e seria bom que iniciativas deste género se repetissem em Freixiel e noutras aldeia.
Estão de parabéns os organizadores e a população de Freixiel que recebeu e encantou quem os quis visitar.
Ó Freixiel
Ó Freixiel terra linda onde eu nasci
Outra assim igual tão linda eu nunca vi
O meu coração s’tá nesta canção
Vai nela o amor qu’eu sinto por ti.
No meio da Rua Grande está um laço d’algodão
Todos passam e não caem só eu caí na prisão.
O meu coração está nesta canção
Vai nela o amor qu’eu sinto por ti.
O Pelourinho da Praça deita bandeiras de luto
Os rapazes emigram, raparigas choram muito.
O meu coração está nesta canção
Vai nela o amor qu’eu sinto por ti.
ACTIVIDADES ECONÓMICAS

Nesta freguesia, o sector primário revela grande importância, sendo um dos factores de subsistência da maioria das famílias; visto que ocupa uma larga parte da população.
As explorações agrícolas em pequenas propriedades são as mais frequentes, existindo no entanto algumas médias propriedades com rentabilidade, na sua maioria destinadas à produção de vinho, azeite, amêndoa e cortiça.
Os jovens agricultores tem vindo, nos últimos tempos a apostar noutras áreas como a horticultura.
O sector secundário também tem um papel relevante devido às actividades de construção civil e aos investimentos feitos na modernização de um lagar de azeite.
Em relação ao sector terciário a aldeia conta apenas com alguns serviços como os CTT, e o Gabinete de Apoio ao Cidadão.
Apesar da oferta comercial ser reduzida, os tradicionais mini-mercados, ainda são suficientes para satisfazer as necessidades da população.
No que diz respeito à acção social, a freguesia dispõe de um Lar de 3ª Idade e Centro de Dia, com apoio domiciliário ao Vieiro, pertencente à Santa Casa da Mesericórdia de Vila Flor, o qual veio criar cerca de uma dezena de postos de trabalho à freguesia.
A nível do ensino, as crianças tem ao seu dispor um estabelecimento de ensino Pré-Escolar e uma escola do 1º ciclo do Ensino Básico desde o 1º ao 4º ano que recebeu desde este ano as crianças vindas das anexas, Vieiro e Folgares.
Estas são acompanhadas por uma assistente na hora de almoço, que lhes serve as refeições, e os mantém ocupados, motivando-os e transmitindo-lhes uma certa confiança, atenuando os efeitos da mudança que foram alvo este ano.

Equipa de Futebol
A nível cultural e do desporto, os jovens tem à sua disposição dois campos de futebol, um é de futebol 11 ,em terra batida, e o outro que é de construção recente, preparado para futebol 5 e outras modalidades, como ténis, basquet,etc.
Existe ainda a Associação Cultural e Recreativa de Freixiel, O Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de Folgares e a Associção Cultural e Recreativa do Vieiro.
CENTRO PAROQUIAL

Este equipamento é composto pela Casa paroquial, escritório com Cartório Paroquial, salas de catequese, centro de convívio e Museu Etnográfico. As valências estão ao dispor de toda a comunidade e habitantes, que serão apoiados por pessoas que trabalham no Centro Paroquial em regime de voluntariado e que "irão prestar todo o auxílio a quem se dirija a este espaço", sublinhou o pároco de Freixiel, José Rodrigues.
Esta obra, que orça em cerca de 200 mil euros, contou com o apoio da Câmara Municipal de Vila Flor (CMVF), que doou 30 mil euros, mas não teria sido possível sem a ajuda de diversos paroquianos, em particular de duas antigas professoras, Olímpia Coelho e Isolina Ramos, que legaram 50 mil euros cada uma. "Foi uma contribuição generosa e, por isso, as pessoas sentem que esta obra é de todos", referiu o sacerdote.
A implementação do Centro Paroquial dividiu-se em três fases distintas: a aquisição do imóvel, que rondou os 100 mil euros, as obras, que custaram cerca de 70 mil, e a terceira etapa, que consiste na compra e instalação de diversos equipamentos base orçado em 30 mil euros.
A inauguração do espaço contou com a presença de D. António Montes Moreira, bispo da diocese Bragança – Miranda, e do presidente da CMVF, Artur Pimentel. No final da cerimónia, cerca de 150 pessoas reuniram-se para lancharem e cantarem fados tradicionais.

Actualmente, a aldeia é servida por um Centro de Dia e Lar, gerido pela Santa Casa de Misericórdia de Vila Flor, pelo que este novo equipamento abrange, apenas, a vertente paroquial.
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